sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Coruche Inspira


A Câmara Municipal de Coruche lança uma campanha de promoção que visa dar "visibilidade e notoriedade nacional" ao concelho e atrair visitantes, sobretudo da Grande Lisboa.

"Coruche Inspira" é o nome da campanha que arrancou na Nauticampo, em Lisboa, onde foi apresentado o site www.corucheinspira.com. "Consciente das potencialidades naturais do concelho e da nova realidade que se aproxima, com a construção do Novo Aeroporto de Lisboa, a 10 minutos de Coruche", a autarquia vai realizar, ao longo do ano, uma série de eventos que visam "dar maior visibilidade e notoriedade nacional ao município e, simultaneamente, lançar e afirmar Coruche como uma marca de qualidade, num contexto de marketing territorial", afirma uma nota da autarquia.

Segundo o responsável do Gabinete de Comunicação da autarquia, que coordena a campanha em colaboração com a Global Share Eventos, a ideia surgiu depois de um estudo realizado na Área Metropolitana de Lisboa ter mostrado que "muita gente conhece Coruche mas poucos sabem ao certo onde fica". "A maior parte das respostas colocam Coruche como um lugar distante, a horas de viagem, o que não é verdade.
Queremos que nos visitem, que se inspirem na nossa qualidade de vida e que, de uma vez por todas, percebam que estamos realmente muito perto de Lisboa", afirmou Pedro Orvalho.

A campanha tem como público-alvo as jovens famílias acima dos 30 anos e a população acima dos 60 anos e recém-aposentada, visando atrair casais com filhos para viverem num local "mais seguro e tranquilo" e os "jovens seniores" para "aproveitarem de forma mais tranquila e num melhor ambiente a aposentação".

Entre os eventos programados conta-se o que a autarquia designou por Gourmet Sessions, um convite a um chefe de cozinha para se inspirar nas receitas tradicionais de Coruche e as apresentar com "novas roupagens", iniciativa gastronómica a juntar às que já decorrem no concelho, como os Sabores do Toiro Bravo, de 08 a 10 de Maio, e as Jornadas de Gastronomia, em Outubro.

No Verão, ao fim da tarde, vão realizar-se iniciativas como passeios de BTT, a cavalo ou em balão de ar quente, esqui aquático, pesca ou tiro aos pratos, com animação garantida por um DJ, visando dar a conhecer as belezas naturais da região.

A I Feira Internacional da Cortiça (FICOR) vai realizar-se de 29 a 31 de Maio, visando afirmar Coruche como a capital mundial da cortiça, um evento que, além da vertente técnica, vem acompanhado de iniciativas como um desfile de moda "Coruche Fashion Cork", por Ana Maria Lucas, com peças de cortiça assinadas por Luis Buchinho.

A maior prova de vinho do mundo, com 7.000 pessoas, para entrar no Livro dos Recordes do Guiness, é outro dos desafios associado a esse evento, que incluirá ainda a I Corrida de Toiros das Confrarias, passeios de charrete e a cavalo, entre outros.

A 25 e 26 de Julho, a vila acolhe o Campeonato do Mundo de Pesca Desportiva, "certificando o rio Sorraia como uma pista de pesca de excelência", no final de uma semana que será marcada pelo CCH Festival, dedicado à juventude. O festival inclui dois concursos de música, dedicados a bandas de garagem e projectos amadores, o RibaRock e o RibaHop.

A autarquia vai ainda apostar num festival dedicado aos anos 80, com música e outros atractivos, como brinquedos, os Spectrum 48K, os carros, o vinil, recriações e mostras de acontecimentos marcantes dessa época.

As tradicionais Festas do Castelo, dedicadas a Nossa Senhora do Castelo, de 06 a 18 de Agosto, a Feira do Barato e das Oportunidades, em Setembro, a Bienal de Artes Plásticas, no Outono, são outras das iniciativas, a que se juntam actividades como as comemorações do 25 de Abril, a feira do livro ou a semana da mobilidade.

Universidade Aberta em Coruche


Candidaturas aos cursos do Centro Local de Aprendizagem de Coruche

O Centro Local de Aprendizagem da Universidade Aberta, em Coruche, abriu o período de candidaturas ao ano lectivo 2009-2010, no regime de e-learning. Estão disponíveis 15 cursos de I Ciclo (licenciaturas) em Ciências da Informação e da Documentação, Ciências do Ambiente, Ciências Sociais, Educação, Estatística e Aplicações, Estudos Artísticos, Estudos Europeus, Estudos Portugueses e Lusófonos, Gestão, História, Informática, Matemática e Aplicações, Línguas Aplicadas, Línguas, Literaturas e Culturas – Estudos Portugueses e Línguas, e Literaturas e Culturas – Variante Línguas Estrangeiras.

Para o acesso específico, as candidaturas podem ser efectuadas até 20 de Fevereiro (primeira época) e de 9 a 31 de Março (segunda época). O acesso para maiores de 23 anos terá de ser efectuado de 9 a 31 de Março. Mais informações podem ser obtidas através do e-mail cla_cor@univ-ab.pt e pelo número de telefone 243 660 661 (ambos do CLA Coruche), ou via www.univ-ab.pt.

A Aventura da Saudade


O coração português vive mal.

Toda a gente faz falta... A saudade é geral. É um fenómeno de massas.

Toda a gente faz falta a toda a gente. Olhe à sua volta . Há uma probalidade 90 por cento de estar com a pessoa errada. É um genocídio sentimental. Assistimos impassivos, de mala na mão e caneta na boca, ao massacre. Só que não podemos protestar.

Aprendemos desde pequenos que saudades são coisas boas. Vem nos livros. Conhecemos os poemas de cor. Se a alma dói, dizem-nos que é sinal que se tem qualquer coisa no peito com que doer. Se nos lembramos sem nos querermos lembrar de uma mão que não podemos agarrar, a deixar cair um cigarro, dum cais, dum riso, dizem-nos que isso é bom, que é uma prova de amor. É como dizer que deitar sangue da cabeça quando se bate com a cabeça no chão é bom, porque é sinal que se está vivo.

A ausência, estão sempre a ensinar-nos, é quase melhor do que a presença. A saudade embeleza os sentimentos. A memória melhora. As lágrimas lavam a vista. A saudade dói, mas é doce. É o que nos dizem.

Balelas! Podemos protestar, sim senhor! A saudade não é maravilha nenhuma: é apenas sinal de que há alguma coisa que não está bem. Há alguém que não está onde devia estar. O país é errado. A pessoa com quem jantamos é um engano. Saímos à rua e somos rodeados por sobrinhos de outras pessoas. Apanhamos um autocarro cheio de raparigas e nenhuma delas é seguramente a rapariga em que estamos a pensar. Chove. Anda tudo trocado. Onde estão os meus amigos? E os seus? Passamos a vida a apanhar aviões mentais uns para os outros. Caímos no oceano. Morremos de saudades. Isto não pode estar certo. Se estiver certo, nós não estamos bons da cabeça.

Os Portugueses gerem a saudade como um tesouro. Fazem-na render. Gostarão de sofrer? Claro que gostam. Se estão a penar por saudade de alguém vão buscar fotografias, reler cartas, ouvir discos antigos. Passa-lhes pela cabeça ir ter com essa pessoa? Não. Matar uma saudade é quase um crime.

A saudade é uma extravagância. É amor que se gasta sem proveito.

As Minhas Aventuras da República Portuguesa, Miguel Esteves Cardoso


Os Mensageiros Químicos do Amor


Sabia que:

Os responsáveis pelas atitudes e sensações que tem na presença da sua cara metade são as hormonas e os neurotransmissores.


Dopamina

• Provoca sensação de felicidade;

• Leva a sentir-se afeiçoado pelo companheiro;

• Aumenta a curiosidade, a imaginação e o desejo;

• Altos níveis de dopamina estão associados à exaltação, euforia, falta de sono e apetite;

• Apresenta efeitos similares à da cocaína;


Serotonina

• Baixos níveis de serotonina no sistema nervoso correspondem a ansiedade e causa mudanças de humor e afectivas;

• Baixos níveis de serotonina estão associados à fixação no ser amado e à obsessão;

• Quando as pessoas mostram interesse por alguém há um decréscimo na funcionalidade dos transportadores de serotonina no sangue, levando à paixão.


Norepinefrina

• É responsável pelo aumento do batimento cardíaco;

• Provoca excitação.


Noradrenalina

• Desempenha um papel importante na memória, uma vez que é ela que é responsável pela memorização de datas importantes para o casal.


Endorfinas

• Melhora o estado de espírito;

• A endorfina é responsável pela sensação de prazer;

• É responsável pelo relaxamento e confiança;


Oxitocina

• É chamada de hormona do Afecto;

• É libertada durante o auge de uma relação sexual

• Aumenta a ligação afectiva;

• Bloqueia a hormona que provoca o stress.

Horóscopo Chinês



Conta a lenda que, antes de partir da Terra para a Eternidade, Buda convidou todos os animais para uma festa de Ano Novo. Só que apenas doze animais compareceram: o macaco, o rato, o boi, o tigre, o coelho, o dragão, a serpente, o cavalo, o carneiro, o galo, o cão e o javali.

Para agradecê-los, Buda ofereceu a cada animal um ano, de acordo com a ordem de chegada dos convidados. Assim, cada ano lunar passou a pertencer a um animal, e as pessoas nascidas no período por ele regido herdam características inerentes à essência de seu carácter.

Assim, os nativos de Rato são curiosos, os de Serpente são fascinantes e misteriosos, os nativos de Cão são fiéis, etc.

O Horóscopo Chinês é dividido em doze signos também, representando doze tipos diferentes de seres humanos. O enquadramento de cada nativo é feito pelo ano de nascimento, que se repete a cada período de doze anos, enquanto que, a cada dois anos, as características gerais são alteradas em função da mudança do Elemento que rege os signos. Além disso, cada período de duas horas é governado por um dos signos, o que acrescenta mais algumas características específicas.

Assim, ao se analisar uma pessoa através do Horóscopo Chinês, é preciso que se verifique os seguintes aspectos:


a) Características positivas e negativas do signo, que são doze, conforme a data de nascimento;
b) Características acrescentadas pelo elemento, em grupo de cinco, que são: Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra;
c) Características adicionais do signo regente na hora do nascimento, num total de doze períodos diários de duas horas cada um.


Segundo os chineses, os elementos Metal, Água, Madeira, Fogo e Terra acrescentam características próprias às do signo que governavam, que são as seguintes:


METAL: são pessoas decididas e fortes, dispostas a enfrentar qualquer tipo de batalha para atingir seus objetivos. São sujeitas a paixões e emoções fortes.


ÁGUA: são conduzidas pela emoção, revelando muita sensibilidade e percepção. Altamente espiritualizadas, são capazes de captar subtilezas na natureza e nas pessoas, tornando-as profundas conhecedoras da alma humana.


MADEIRA: são privilegiadas mentalmente, pertencendo à categoria dos intelectuais, filósofos e pensadores, preocupados com a moral e com a ética em seus relacionamentos.


FOGO: governam pessoas e demonstram muita segurança e poder de decisão. São emocionalmente instáveis, podendo explodir com relativa facilidade, revelando um temperamento colérico e inflamado.


TERRA: pessoas voltadas para as questões práticas e funcionais da vida, um tanto passivas em relação ao mundo a sua volta, sofrendo influências e pouco influenciando, mas marcando sua passagem pelo esforço e pelo trabalho

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Entusiasme-se com o entusiasmo


Entusiasme-se com o entusiasmo!

Entusiasmo é diferente de optimismo.

Optimismo significa acreditar que alguma coisa vai dar certo, até torcer para que dê certo. Mas... muitos confundem optimismo com entusiasmo.

A pessoa entusiasmada acredita na sua capacidade de transformar as coisas, de fazer dar certo, acredita em si mesmo e nos outros.

Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade. A melhor maneira de ser entusiasmado é agir entusiasticamente. Se formos esperar ter as condições ideais primeiro, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma, pois nunca teremos razões para isso.

Existem pessoas que esperam as condições melhorarem, a vida melhorar, para depois se entusiasmarem. Não sabem que o entusiasmo permanente é que traz a nova visão da vida. Você não sabe como dar os primeiros passos? É fácil!

- Domine o comodismo;

- Faça uma relação das coisas que você precisa vencer;

- Acredite que viver é constantemente começar;

- Organize as ideias na cabeça, para administrar bem o seu tempo;

- Preste atenção (no instante presente);

- Aprenda com os insucessos;

- Forme um grupo, tenha amigos, discuta seus pontos de vista;

- Procure inovar (ter visão criativa);

- Evite copiar;

- Arrisque, para conseguir algo novo;

- Seja entusiasmado com a vida, agindo entusiasticamente;

- Acredite na sua capacidade de transformar a realidade;

- Não espere saber tudo para agir. A própria acção desenvolve o saber;

-Passe do plano das lamentações para o plano da acção.

- Não espere a oportunidade chegar, vá atrás!

Os gregos diziam que a oportunidade tem cabelo só na frente e é careca atrás.

Quem não pegar pela frente nunca mais pegará.

Viva!!! Seja ousado! Liberte o seu potencial. Acredite em você!

Lembre-se: não é o sucesso que traz o entusiasmo... é o entusiasmo que traz o sucesso.

Extraído do livro “A Arte de Liderar” de Sónia Jordão

Diamantes ou Pedras



Nunca desvalorizes ninguém
Guarda cada pessoa perto do teu coração
Porque um dia podes acordar
E perceber que perdeste um diamante
Enquanto estavas muito ocupado(a) colecionando pedras.

Afinidade


Afinidade é um dos poucos sentimentos que resistem ao tempo e ao depois. A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais subtil, delicado e penetrante dos sentimentos. É o mais independente também. Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos, as distâncias, as impossibilidades. Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afecto no exacto ponto em que foi interrompido. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. Afinidade é ficar longe pensando de forma parecida a respeito dos mesmos factos que impressionam, comovem ou mobilizam. É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento. Não é sentir nem sentir contra... Nem sentir para... Nem sentir por.... Nem sentir pelo. Afinidade é sentir com. Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando falar, jamais explicar: apenas afirmar. Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidades vividas. Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida.

ANDRÉ LUIZ CHAVES

Beleza é Fundamental


AS MUITO FEIAS que me perdoem Mas beleza é fundamental.É preciso Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso Qualquer coisa de dança,qualquer coisa de haute couture Em tudo isso (ou então Que a mulher se socialize elegantemente em azul como na República Popular Chinesa) Não há meio-termo possível. É preciso Que tudo isso seja belo. É preciso que súbito Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto Adquira de vez em quando essa côr só encontrável no terceiro minuto da aurora. É preciso que tudo isso seja sem ser,mas que se reflita a desabroche No olhar dos homens. É preciso,é absolutamente preciso Que seja tudo belo e inesperado. É preciso que umas pálpebras cerradas Lembrem um verso de Eluard e que se acaricie nuns braços Alguma coisa além da carne:que se os toque Como ao âmbar de uma tarde. Ah,deixai-me dizer-vos Que é preciso que a mulher que ali está como a corola ante o pássaro Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e Seja leve como um rosto de nuvem :mas que seja uma nuvem Com olhos e nádegas. Nádegas é importantíssimo. Olhos então Nem se fala. que olhem com uma certa maldade inocente. Uma bôca Fresca (nuca úmida!) é também de extrema pertinência. É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos Despontem,sobretudo a rótula no cruzar das pernas, e as pontas pélvicas No enlaçar de uma cintura semovente. Gravíssimo porém o problema das saboneteiras:uma mulher sem saboneteiras É como um rio sem pontes. Indispensável Que haja uma hipótese de barriguinha,e em seguida A mulher se alteie em cálice,e que os seus seios Sejam uma expressão greco-romana,mais que gótica ou barrôca E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas Sobretudo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral Levemente à mostra; e que exista o grande latifúndio dorsal. Os membros que terminem como hastes,mas bem haja um certo volume de coxas E que elas sejam lisas,lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem No entanto sensível à carícia em sentido contrário. É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!) Preferíveis sem dúvida os pescoços longos De forma que a cabeça dê por vezes a impressão De nada ter a ver com o corpo,e a mulher não lembre Flõres sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos,nos braços, no dorso e na face Mas que as concavidades e reentrâncias tenham uma temperatura nunca inferior A 37 graus centígrados,podendo eventualmente provocar queimaduras Do 1º grau. Os olhos que sejam de preferência grandes E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão Que é preciso ultrapassar. Que a mulher seja em princípio alta Ou caso baixa,que tenha a atitude moral dos altos píncaros. Ah,que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos Ao abri-los ela não mais estará presente Com seu sorriso e suas tramas. Que ela surja,não venha;parta,não vá E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh,sobretudo Que ela não perca nunca,não importa em que mundo Não importa em que circunstâncias,a sua infinita volubilidade De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma Transforme-se em fera sem perder a sua graça de ave; e que exale sempre O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto A sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina Do efêmero e eu sua incalculável imperfeição. Constutua a coisa mais bela e mais perfeita de tôda a criação inumerável.
Vinicius de Moraes

Coisas que só uma mulher consegue


Passar a vida inteira a lutar contra o próprio cabelo...
Comprar uma blusa que não combina com mais nada, só porque o preço estava irresistível.
Ser tratada como uma idiota pelo mecânico na oficina.
Fingir naturalidade durante um exame ginecológico.
"Enfiar-se" numas calças de ganga para rediagramar a estrutura do corpo.
Ter crise conjugal, crise existencial, crise de identidade, crise de nervos e ataque de riso tudo num dia só!
Ser mãe solteira, mãe casada, mãe separada, mãe do marido.
Lavar as cuequinhas (sejam elas de que tipo forem) no chuveiro e depois pendurá-las na torneira, para horror do sexo masculino.
Escutar que: “mulher no volante perigo constante”; homem do lado perigo dobrado...
Depilar as pernas de 15 em 15 dias (com cera!)
Rasgar as collants na entrada da festa.
Sentir-se pronta para conquistar o mundo, quando está a usar um batôn novo!
Chorar no quarto de banho... Olhar-se no espelho para ver qual o melhor ângulo.
Achar que o seu relacionamento acabou, e depois descobrir que era tudo tensão pré-menstrual.
Nunca saber se é para dividir a conta, ou se é para ficar meiguinha.
Colocar uma cinta para disfarçar a barriga.
Ficar completamente feliz porque ele ligou.
Dizer não, para ele insistir bastante, e aí ter que dizer sim!
Sorrir gentilmente para o cliente enquanto uma cólica louca te rasga como se fosse uma bazuca...

Sabedoria da Idade


Em Abril, Maya Angelou foi entrevistada pela Oprah no seu 70 aniversário.
Oprah perguntou-lhe o que pensava sobre o envelhecimento e, ela respondeu que era "excitante".
Relativamente às alterações corporais, disse que eram muitas e que ocorriam todos os dias... Como os seus seios, parecia-lhe estarem numa corrida para descobrirem qual deles chegaria primeiro à cintura...

(A audiência riu tanto que até chorou.) Ela é uma mulher tão simples, com tanta sabedoria nas palavras!

Maya Angelou disse:
"Aprendi que apesar do que quer que aconteça, e do quanto pareça mau, a vida continua e será melhor amanhã."
"Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal."
"Aprendi que independentemente da forma como te relacionas com os teus parentes, vais sentir a falta deles quando sairem da tua vida."
"Aprendi que "fazer pela vida" não é o mesmo que "fazer uma vida".
"Aprendi que a vida às vezes dá-te uma segunda oportunidade."
"Aprendi que não deves viver a vida com uma luva de "apanhador" em cada mão, deves ter a possibilidade de poder atirar (devolver) alguma coisa."
"Aprendi que sempre que decido alguma coisa de coração aberto, normalmente tomo a decisão acertada."
"Aprendi que, mesmo quando tenho dores, não tenho que ser uma dor."
" Aprendi que todos os dias devemos tentar tocar alguém, as pessoas adoram um abraço quente ou uma simples pancadinha nas costas"
" Aprendi que ainda tenho muito para aprender."
"Aprendi que as pessoas esquecerão o que disseste, esquecerão o que fizeste, mas nunca esquecerão o que lhes fizeste sentir."


O Monstro da Indiferença


Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isso: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar.
Vê, não vendo.
Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia sem ver.
Parece fácil, mas não é.
O que nos é familiar já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio. Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta.
Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe.
De tanto ver, você não vê.

Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo porteiro.
Dava-lhe "bom dia" e, às vezes, passava-lhe um recado ou uma correspondência. Um dia, o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? A sua cara, a sua voz, como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu.
Para ser notado, o porteiro teve que morrer.
Se um dia, no seu lugar estivesse uma girafa cumprindo o rito, pode ser que ninguém desse por sua ausência.

O hábito suja os olhos e baixa-lhe a voltagem.
Mas, há sempre o que ver: gente, coisas, bichos.
E vemos? Não, não vemos. Uma criança vê o que um adulto não vê, pois tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo.

O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de tão visto, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho, marido que nunca viu a própria mulher.

Isso exige muito. Os nossos olhos gastam-se no dia-a-dia.
É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mitos ou Factos?



FACTO!


Frente a um ecran, um dos comportamentos sedentários mais prevalentes, pode promover o ganhar peso por diferentes vias.

Ao estarem frente a um ecran, seja televisão, computador ou jogos playstation, as crianças despendem muito pouca energia, sobretudo se isso acontece a horas em que poderiam estar envolvidas em actividades físicas.

Por outro lado, ver televisão pode aumentar o consumo simultâneo de alimentos com grande densidade energética e expõe as crianças a publicidade que poderá condicionar de forma negativa as suas futuras escolhas alimentares. Um estudo recente com crianças Portuguesas de 7-9 anos observou uma associação significativa entre estar mais de 2 horas de por dia frente a um ecran pode vir a ter excesso de peso no futuro.

Rentabilizar o Tempo




Com frequência passamos o dia a correr de um lado para outro, atarefados, como se o dia fosse demasiado pequeno para as exigências que nos surgem.

Mesmo assim não é incomum que, no final de muitos desses dias, a sensação de incumprimento esteja presente.

Para evitar que estas situações aconteçam com tanta frequência e, especialmente, para que consiga reservar algum tempo diário para si – porque afinal de contas, a sua saúde e o seu bem-estar são fundamentais para que tudo o resto corra bem – existem algumas rotinas que podem ser implementadas.

Comece por delinear objectivos realistas, traçando um plano adequado para as tarefas que pensa conseguir fazer e prevendo o tempo que dedicará a cada uma.

De salientar que, muitas vezes, temos dificuldade em rejeitar algumas solicitações que nos são dirigidas e acabamos por ficar saturados de trabalho, com consequente falta de produtividade.

Pense um pouco antes de aceitar novas tarefas!

10 Truques

1. Se quer planear o seu dia-a-dia, comece por destinar um horário para o fazer! E torne esta tarefa um verdadeiro Ritual!

a. Que lhe parece reservar cerca de 1-2 horas por semana para planeara semana seguinte? A manhã de sábado ou a noite de domingo podem ser boas alternativas!
b. Reserve também 5-10 minutos todos os dias (antes de deitar?!) paraplanear o dia seguinte!
c. E porque não alguns momentos mensais para projectar as suas metaspessoais a longo prazo??!

2. Não dispense uma agenda pessoal, seja ela electrónica ou em papel!
3. Perante actividades de maior dimensão e elaboração, crie um projecto. Estude todas as possibilidades para ser bem sucedido e escreva as vantagens e desvantagens de cada uma! Consulte também as pessoas que partilham os mesmos objectivos ou mesmo um consultor, se for inexperiente na actividade que desenvolve.

4. Mantenha a lista de tarefas e compromissos actualizada e destaque as prioridades, preocupando-se com as tarefas secundárias (ou mesmo irrelevantes!) mais tarde.

5. Perante tarefas de igual importância, procure organizar o seu dia de forma a resolver em primeiro lugar aquelas que mais o preocupam ou que sejam mais aborrecidas.
6. Procure deixar algum tempo de intervalo entre as tarefas que planeia. Assim, perante algum imprevisto (que todos temos!) terá alguma flexibilidade para se reorganizar mantendo os níveis de stress mais controlados.

7. Mesmo com uma boa organização e disciplina, haverá dias em que não conseguirá colocar em prática tudo o que gostaria. Encare esse processo como normal mas analise aquilo que “fugiu” ao seu controlo, diminuindo a ocorrência de episódios similares no futuro.

8. Se sente que perdeu totalmente o controlo das suas tarefas e já nem sabe por onde começar, dedique 30-60 minutos do seu dia para encontrar novamente o equilíbrio. Em condições mais extremas, desligue mesmo o telemóvel e a caixa de correio electrónico, cancele as visitas e feche a porta do seu escritório! Depois de organizado, o dia correrá melhor!
9. NÃO ocupe todo o seu dia com actividades laborais!!! Reserve também momentos para si e para aquilo que gosta! Passear 10-15 minutos na hora de almoço perante uma paisagem bonita e agradável pode dar-lhe energia e vitalidade para o resto do dia!

10. Deixe de “apagar fogos” e de correr o dia todo de um lado para outro! Dedique mais tempo ao planeamento, aumentando a sua eficácia e vivendo uma vida mais traquila, com bons RITUAIS!!!Questões-chave a colocar diariamente:- O que tenho de mais importante para realizar hoje?- Que tarefas posso delegar?- Qual o meu plano B?

Enganar os anos


PARA O MUNDO OCIDENTAL, a reforma é um entre muitos aspectos sociais que demarcam uma mudança radical na vida do sujeito, determinando, pelo menos de forma simbólica, o início da vivência da designada velhice.

No entanto, é cada vez mais frequente a abordagem da reforma como um acontecimento que implica uma transição, envolvendo inúmeras mudanças.


O sucesso desta transição dependerá fundamentalmente da qualidade da reorganização da vida pessoal, no sentido de uma manutenção, senão mesmo optimização, de um bem-estar físico e psicológico.


O momento da reforma é, para muitos, uma ocasião em que o indivíduo se encontra particularmente susceptível a alterações nas suas vivências psicológicas, sendo um período propício à redescoberta identitária no confronto da ausência de um emprego a tempo inteiro.


Para a generalidade dos reformados, esta fase não assinala somente o fim de uma actividade profissional. De facto, esta fase poderá ser, por um lado, um período de libertação e renovação (através de um novo ritmo de vida, espaço e tempo para maior investimento pessoal e social, estabelecimento de novos objectivos de vida, privilégio das relações familiares, mudança de residência, adopção de novos ofícios, etc.).


Mas pode também ser um momento de sofrimento, de ruptura ou de perda, seja de objectivos, de prestígio, de amigos, de capacidade financeira, de utilidade ou de enquadramento face à sociedade.


Apresentamos algumas sugestões que se têm revelado bem sucedidas para uma transição serena e positiva para o período de pós-reforma.Ocupação dos tempos livresTraçar um plano para ocupar o tempo que outrora era empregue em compromissos profissionais poderá ser um dos passos mais importantes para evitar a monotonia e a passividade.


Há que aproveitar a tão desejada fase em que nós próprios somos os responsáveis pelo traçar das nossas obrigações, quando e como quisermos! A selecção das actividades a desenvolver é então uma das decisões a tomar, sendo que estas escolhas irão condicionar o ritmo de vida e, em última instância, serão um motivo para sair de casa.


Implementação de actividades de lazer. A investigação documenta que as actividades de lazer em que um indivíduo se empenha têm um efeito positivo no seu bem-estar.

O lazer confere identidade e estatuto social e também estrutura o tempo disponível do indivíduo, dando azo a importantes contactos sociais.


Actividades como o voluntariado, o desporto ou a participação em actividades promovidas pela sociedade são óptimas opções para investir o tempo em prol de si mesmo e/ou dos outros.

As próprias actividades domésticas - cozinhar, jardinar, fazer bricolage, (re)decorar interiores, fazer actividades manuais e cuidar dos netos podem adquirir outro significado e encanto.


Também os passeios e as viagens são uma excelente opção para ocupar o tempo de forma enriquecedora, havendo hoje em dia uma vasta oferta de programas para turismo sénior.


Investimento na aprendizagem - Deveríamos cultivar a aprendizagem ao longo de toda a vida. Reconhecer que nem tudo são perdas e que há capacidades que se podem melhorar ou pelo menos manter durante o processo de envelhecimento, torna-se relevante para que o indivíduo se sinta útil, tenha prazer no desempenho das suas actividades e procure situações em que possa ser estimulado.


As chamadas "universidades da terceira idade" têm-se revelado excelentes oportunidades de convívio social, aprendizagem e treino em competências específicas específicas (nomeadamente, na manutenção do exercício mental).

Através delas, combate-se o isolamento, permitindo colaborações e entreajudas entre pessoas em situações semelhantes.


Estabelecimento de metas a atingir - É importante estabelecer objectivos que de alguma forma tragam sentido à vida quotidiana.

A decisão sobre como usar o tempo pa

ra se manter ocupado é de maior importância aquando da transição para a reforma. A abundância de tempo livre só ganhará algum significado se aprender a cuidar das actividades que pretende desenvolver:


"O que quero fazer nos próximos anos? O que posso fazer agora que não me era possível quando trabalhava? Que projectos realizar e como os levar a cabo? Os meus interesses são solitários ou preciso dos outros para me sentir bem? Quero uma ocupação a tempo inteiro ou uma horas por semana serão suficientes? Implicará gastos financeiros ou não?".


Tem-se verificado que a satisfação com a vida e a felicidade tendem a aumentar quando estas metas são congruentes entre si, se coadunam com as motivações e necessidades próprias, quando são viáveis e realistas e quando permitem ao sujeito dar-se conta de que está a fazer progressos.


A percepção de que se tem um papel mais ou menos relevante a desempenhar junto dos outros pode constituir-se como um objectivo de vida em si, ficando a agradável sensação de que se dispõe de um certo controlo sobre a própria vida.


Ter por que viver e para quem viver são condições necessárias ao bem-estar e, por conseguinte, à saúde mental!


Atitude de aceitação e valorização pessoal - Acreditar nas capacidades pessoais, ter auto-determinação e fazer uma avaliação positiva de si próprio é imprescindível para pôr em prática os objectivos desta nova fase da vida.

Se, ao longo da vida, algumas capacidades podem ficar ligeiramente diminuídas, outras tornam-se verdadeiras mais-valias que podem e devem ajudar a pessoa reformada a sentir-se valorizada.

Importa referir que o crescente conhecimento integrado acerca do sentido da vida apenas está ao alcance de quem tem uma longa e reflectida experiência de vida - a tão conhecida sabedoria.

Para além do conhecimento acumulado, é de destacar a capacidade madura de avaliação e julgamento, a tolerância e a própria estabilidade e solidez de personalidade.


Manutenção de um funcionamento activo nas actividades diárias - A ligação entre a saúde e actividades físicas e mentais é um aspecto decisivo ao longo da vida e, em particular, durante o envelhecimento.

A estimulação da actividade intelectual pode passar por criar desafios para si próprio, manter interesses culturais, não abandonar hábitos de leitura, continuar a fazer uma boa gestão financeira e investir na gestão do tempo.

Quanto à actividade física, crie rituais como a elementar caminhada ou outras actividades de intensidade ligeira, como andar de bicicleta.

Uma sugestão simples é a de se juntar com pessoas da sua rede familiar ou extra-familiar, para a prática de exercício físico no dia-a-dia.

Com uma atitude mais activa estará, com certeza, mais perto de um estado de saúde completo e de um bem-estar individual.


Empenho na vida - Adoptar actividades produtivas que constituam um prazer em si mesmas.

A abertura para o crescimento pessoal é , em qualquer idade, essencial na disponibilidade que assumimos perante o aperfeiçoamento e enriquecimento pessoal e no desafio de novas experiências.

É ainda importante estimular as relações sociais, desenvolver laços significativos com o meio e desenvolver um comportamento cívico que se espera de qualquer cidadão.


Cuidado com a saúde - É indispensável adoptar hábitos de vida saudável, nos quais têm um papel fulcral a actividade física regular, a alimentação equilibrada, a estimulação das capacidades mentais e a vivência em sociedade.


Por Ana Parente, Psicóloga

Para Ti...



No nada que a minha alma encerra surgiste.
Trouxeste a tua amizade, sob forma de luz, paz e carinho.

Dela nasceu o Amor.
Aos poucos, lentamente, conquistaste a confiança que outrora alguém quebrara.
Devagar, carinhosamente, reconstruíste a acarinhaste o coração que outro despedaçara.
Não foi fácil.

Ninguém disse que o seria. Por vezes, muitas, demasiadas, não é fácil.
Resististe.

Fizeste-nos crescer, evoluir, continuar.
Quebrámos barreiras.

Ultrapassámos obstáculos. Enfrentamos ainda hoje os que de novo teimam em surgir.
Nos piores momentos foi quando a tua presença mais se fez sentir.
Nas maiores desilusões, também.
A tua capacidade de perdoar parece infinita, mesmo quando te abandono em prol do que parece urgir mais do que nós.
Engano-me tantas vezes.

E caio. Vou ao "fundo do poço" como é hábito dizer-se. "Como errei", penso.
No entanto, estás ali.

Nada teve importância. "Temos tempo", dizes.
Teremos?

Não será tudo isto que vivemos apenas uma mão-cheia de nada, um segundo, um grão de areia ínfimo e insignificante?
"Chiuuuu... Sossega. Não penses mais nisso. Pensar faz mal, lembras-te?"
As lágrimas correm, soltas, livres, fluindo furiosas ao longo do meu rosto, numa libertação há muito ansiada e tão pouco permitida.
Abraças-me.

Acalmas-me.

Suavemente, sussuras-me o que entendes de tudo isto, não evitando chamar-me à atenção porque tal também é preciso.
Soluço.

Apesar de tudo, o sentimento que, durante muito tempo (demais até), abdiquei demais de nós oprime-me. Enraivece-me.
Sorris. "Temos tempo."

Como, se o relógio não pára? Se o que passou já não posso emendar? Sei que, se por volta do destino ficar sem ti, nunca me irei perdoar! "Não penses mais nisso. Já passou. Ficou para trás. Tempo tempo", afirmas, proferindo estas palavras envoltas num abraço apertado, sentido, quase infinito.
Olho-te.
Pela primeira vez em algum tempo, paro para o fazer. No fundo dos teus olhos castanhos e quase translúcidos, descubro a resposta para a dor e a mágoa que me queimam o peito.

Posso ter errado nas escolhas que fiz. Não me arrependo, apenas deveria ter sido um pouco mais lúcida e fiel a mim mesma, não ter abdicado tanto daquilo que mais prezo na vida, mas fi-lo.
Agora há que retomar o caminho e aprender que apenas o nosso coração nos pode dizer o que está certo ou errado, ainda que tal possa não ser interpretado da melhor maneira por quem nos rodeia.

Olho-te. Estás aqui. Ainda. Até quando? Não sei. Já não interessa. Não vou mais temer o dia em que tu ou eu nos cansemos de tudo isto, antes viver e aproveitar o pouco tempo que temos para nós. Na verdade, é isso que mais importa e me faz feliz.

O Amor é, no fundo, o segredo que comanda a vida.

Porque é tão difícil mudar o comportamento?


Infelizmente, mais vezes que o desejado, a “preguiça” fala mais alto. E lá o “inferno” tem de encontrar lugar para mais uma boa intenção. Ou seja, a mudança teima em não se dar. Ou quando se dá, não dura muito. Mas porquê?! Porque é que da intenção à acção existe um fosso tão grande, sem que se perceba bem a razão...? Não somos seres racionais? Se a decisão está tomada, não basta apenas implementá-la? Que “mistério” se esconde na mudança de comportamentos, que faz dela um tema tão intrigante e tão mal compreendido? Em particular no campo da saúde, onde os comportamentos desejáveis têm o poder de nos trazer bem-estar e de dar mais e melhores anos à vida. Mas que, paradoxalmente, são tantas vezes preteridos.

Apresentamos 5 ideias a explorar (e uma provocação final) para ajudar a compreender porque é tão difícil mudar o comportamento. Na esperança que a reflexão possa, no domínio das nossas intenções, decisões e acções, tornar a “água mole” um pouco mais dura. Ou a “pedra dura” finalmente mais macia...

1. A certeza vs. a ambiguidade

Queremos mudar... mas (ao mesmo tempo) não queremos! Por muita certeza que as nossas palavras de mudança revelem, existe sempre uma parte de nós que está bem como está. De facto, tendemos a ignorar que o comportamento a alterar serve frequentemente uma função psicológica que não é visível, mas é importante. Ou já foi importante no passado e agora tornou-se um hábito. Aquele chocolate àquela hora engorda mas (ao mesmo tempo) faz-nos sentir bem o suficiente para acalmar uma leve, quase imperceptível, insatisfação interior. Os quilos a mais (não um comportamento mas resultado de vários) são incómodos e tiram saúde mas (ao mesmo tempo) fazem sentir (um homem) mais forte e imponente ou ajudam (uma mulher) a assim não ter de se preocupar com os avanços do sexo oposto. O roer as unhas não faz sentido para aquele jovem adulto, mas durante a adolescência foi o mecanismo automático que o corpo encontrou para aliviar a pressão dos exames. E o mecanismo, talvez até já inútil, foi ficando. Ou seja, o comportamento a mudar pode ser (ou ter sido) mais importante para a nossa estabilidade interior do que reconhecemos. O que significa que apenas quando forem encontradas formas benignas de substituir, tornar desnecessária ou no mínimo tornar consciente essa sua função “escondida”, o comportamento estará “disposto” a mudar de ares...!

2. A “preguiça” vs. a “força de vontade”

Ambos são mitos sem grande significado real (nem utilidade prática de monta), que mais baralham a questão da mudança do que ajudam a compreendê-la. “Ele é preguiçoso por natureza e por isso nunca vai mudar! Ou “se ela quisesse mesmo mudar já o tinha feito... que grande preguiçosa!” (Em que ficamos? A preguiça é uma causa ou um efeito?!) E a tão popular “força de vontade”? Como se avalia? Provavelmente distinguindo os que mudam dos não mudam! Ou seja, quem possui “força de vontade” no seu carácter, consegue mudar. E quem sempre consegue mudar, merece ser definido como tendo muita “força de vontade” (mais um círculo sem saída que em nada esclarece)! Na verdade, ninguém é “preguiçoso” para tudo – o que significa que já encontrou a “força de vontade” para algumas decisões (a motivação certa). E ninguém tem “força de vontade” para tudo – o que significa que às vezes também é “preguiçoso” (ou seja, falta-lhe a motivação). E é para aqui precisamente que devemos desviar a atenção. Para o que motiva ou não motiva e porque razões isso acontece. E hoje sabemos que o que motiva de forma mais duradoura é aquilo que valorizamos mais profundamente, que tem mais a ver connosco, que nos faz sentir melhor interiormente. Que nos aproxima de quem queremos ser. Pelo contrário, motivações como resposta a pressões de fora, sentimentos de culpa, ou porque é “o que todos fazem” não geram satisfação para além do “alívio” imediato e tenderão a não se manter.

3. O habitual vs. o desconhecido

Mudar significa deixar o conforto de um “companheiro de longa data”, que sabemos o que vale (mesmo que não muito), para abraçar um novo personagem na (nossa) história. Que não conhecemos e por isso nos deixa ansiosos. Que pode enriquecer-nos e trazer novas dimensões à vida. Mas que também pode deixar-nos “pendurados” e destroçados quando menos esperamos! Mais vale um “pássaro na mão...” diz o ditado. Mas, se virmos bem, este é um ditado conservador – se todos o seguíssemos ninguém “voava”! Não se descobriam novos caminhos, para fora e também para dentro de nós. Não haveria “bravos novos mundos” a conquistar... E é bom acreditar que em todos nós há uma força inata que quer mais e melhor, que quer crescer, descobrir e expressar-se. Que não quer morrer sem provar! Talvez para vencer a ansiedade do desconhecido e dar o primeiro passo para a mudança, a melhor lição seja mesmo a mais simples de todas: fechar os olhos e avançar sem pensar muito! Que é o que todos fazem quando, com um pára-quedas às costas, se atiram de um avião borda-fora pela primeira vez (nota: o autor já fez e confirma que é mesmo a única maneira se cometer tal loucura!). No dia-a-dia, isto pode traduzir-se por dizer mais vezes que “sim” (sem pensar muito), e menos vezes “mmm... não sei se me apetece” ou “... hoje, não”. A inércia do primeiro passo pode mesmo ser o maior e mais simples obstáculo. E para a vencer não funcionam grandes rasgos de inteligência. Até porque o receio do desconhecido é sobretudo emocional e, por definição, pouco racional. Por isso, em cada 10 propostas novas que lhe surjam, ponha os “travões a fundo” em uma. Diga “hoje, não” a outra. À terceira, combine para amanhã (e pense bem até lá... quem sabe se...?). Mas às outras 7, feche os olhos e diga baixinho mas com a coragem (ou a loucura) de quem sabe que a vida é curta e os grandes planos começam hoje: “Sim, vamos lá a isso”. Verá que o segundo passo é sempre mais fácil que o primeiro...!

4. O “tudo” vs. o “nada”

Temos tendência para pensar a preto e branco. A não apreciar o 23 nem o 59 (sim, são números sem piada alguma!) porque só vemos o 8, que detestamos, e só admiramos o 80, mesmo sabendo que é “no meio” que a virtude se passeia. E assim vamos adiando os pequenos avanços, à espera do “passo de gigante”, da “grande jogada”, da “transformação de fundo”. Ou seja, não permitimos sequer a possibilidade de mudança, ignorantes de que pequenos avanços se acumulam até atingir a “massa crítica” de mudança. Infelizmente, os “saltos quânticos” são raros! Pode ajudar imaginar-se um pássaro que raminho a raminho constrói um ninho maravilhosamente completo, que apenas há dias parecia impossível de conceber. No nosso caso, em vez de decidir “absolutamente, vou deixar de comer naquele restaurante”, “a partir de agora, só alimentos saudáveis no frigorífico”, “vou treinar para a maratona, pois não faço por menos”, seremos quiçá mais bem sucedidos, sobretudo no longo prazo, se “acumularmos riqueza” uma pequena poupança (mudança) de cada vez. Grão a grão...

5. O desafio vs. o medo

E se não correr bem? E se eu falhar nos meus projectos? E se não conseguir manter esse plano de actividade física? E se não resistir ao chocolate, como prometi que faria? E se não “conseguir viver” sem televisão no quarto? E se...? E se...? Estes pensamentos descrevem o muito natural medo de falhar. Todos o temos porque ninguém gosta de ficar mal visto. E tantas vezes não mudamos porque receamos ficar pior depois de mais um fracasso do que antes de o tentar. Felizmente, a ilusão que alimenta mais esta fonte de inércia pode ser desmontada: É do acumular de pequenas derrotas que se aprende a vencer a batalha final. E quase sempre que tentamos há algo novo que se aprende, que mexe connosco e nos torna um pouco mais fortes para o próximo assalto. O medo justifica-se. Ninguém gosta de “perder”. Mas muitos dos que ultrapassaram difíceis obstáculos (p.ex., que perderam bastante peso e mantiveram-no saudável para sempre), não o conseguiram à primeira. Tentaram muitas vezes até à altura em que as estrelas estavam finalmente alinhadas. O que não nos mata, torna-nos mesmo mais fortes... E mais sábios, sobretudo sobre nós próprios.

Talvez o que leu ajude a perceber porque a mudança não acontece mais vezes. Ou talvez a sua razão pessoal esconda ainda outros mistérios. E aqui entra a provocação final: Muito mais do que gostaríamos, sobretudo aqueles de nós que procuram promover a mudança comportamental em saúde, somos uma e outra vez levados a concluir que.. A mudança é imprevisível!

Podemos criar boas condições para que surja com mais probabilidade. Podemos acarinhar os pequenos sinais de que ela se aproxima. Podemos aumentar a confiança de alguém para que se arrisque a tentá-la. Podemos acreditar convictamente (e acreditamos) que a mudança, grande ou pequena, é possível para todos... Mas devemos reconhecer – e, mais diícil, devemos aceitar – que ela, a mudança, só chega no dia e na hora em que tiver de chegar. E que talvez nunca nos seja dado a compreender porque foi naquele momento e não antes. Será o dia de uma epifania? Será uma revelação de fé? Será “água mole em pedra dura”? Será a sorte do baralho? Talvez seja tudo isso, e também o reconhecimento de que o ser humano é maravilhosamente complexo e retira um prazer especial em resistir a ser explicado. A ser previsível.

Ainda assim, porque percorrer o caminho vale quase sempre bem mais do que alcançar a meta idealizada, continuamos, teimosos (preguiçosos?), a tentar compreender. A tentar explicar e prever... E a tentar mudar.

Por Pedro Teixeira, Professor da Faculdade de Motricidade Humana

Invista nas relações pessoais



O bem-estar emocional depende muito das relações com o mundo que nos rodeia. Ou seja, com as outras pessoas. Saber estar em grupo, partilhar sentimentos, saber conversar, saber ouvir, são premissas importantes para manter o equilíbrio. Não se isole. Viva mais de si… com os outros.

O aumento do número de pessoas solitárias é um fenómeno social cada vez mais notório, com implicações preocupantes a nível do bem-estar físico e psicológico. Entre outros fenómenos nocivos, o enfraquecimento do sistema imunológico e consequente maior tendência para contrair infecções e doenças crónicas, é uma particularidade frequente destas pessoas.

Falamos deste tipo de isolamento quando evocamos a sensação de não ter ninguém com quem possamos compartilhar os nossos sentimentos mais íntimos ou até quando sentimos que não existem contactos próximos e significativos à nossa volta. Assim, a solidão não está apenas presente quando se passa muito tempo só ou quando há falta de contactos familiares, mas também quando se verifica a falta de um “confidente”. Por outras palavras, não é necessariamente o número de relações interpessoais que traduz (ou não) a realização e satisfação relacional, mas sim a qualidade, proximidade e disponibilidade dessas relações.

São vários os factos que têm contribuído para o crescimento do isolamento social. A limitação física, que acondiciona muitos idosos não só em grandes prédios urbanos como também em casas menores (mas igualmente distantes do olhar de todos nós); a competividade no meio laboral, que propicia a privação de tempo para as actividades familiares e de tempos livres em prol de um excessivo número de horas em tarefas profissionais; e, entre os jovens e adultos mais novos, a utilização excessiva da internet. De facto, a navegação pelo espaço cibernáutico, veio ocupar o tempo que se poderia dedicar ao convívio social, às caminhadas na praia, às brincadeiras de rua, ao pôr do sol… Muitas serão as pessoas que, hoje em dia, conversam com amigos (e desconhecidos) apenas pela internet, façam a maior parte das compras por este meio e tornaram o seu escritório a principal divisão da sua casa.


Estas mudanças significativas no comportamento social e individual das pessoas, para além de aumentarem o isolamento, agravam-no. E talvez até o tornem analógico aos efeitos das drogas pesadas: “Quanto mais isolados estamos, mais isolados queremos estar”. Há quanto tempo não reserva um fim-de-semana para os seus familiares e/ou amigos? Ou não os convida para um serão em sua casa? Deixamos outras sugestões que podem ajudar a reencontrar o bem-estar porventura esquecido.

• Reserve alguns momentos da sua agenda semanal – como por exemplo a hora de almoço, o serão de sábado (programa cultural?!) e/ou a manhã de domingo (marcha/jogging?!) – para reunir com o seu círculo de amigos e desfrutar das relações de amizade que mais privilegia.


• Tenha presente que à semelhança de qualquer outro tipo de relação (amorosa, profissional, circunstancial) também as amizades devem ser investidas, cultivadas e cuidadas! Neste contínuo processo de trocas, aquilo que damos desejavelmente será proporcional ao que recebemos. Aprenda a ser proactivo e inovador neste campo da sua vida, agendando tempo de qualidade para as suas amizades.


• Comece por abrir a sua agenda de contactos e ligue para os amigos com quem não fala há muito tempo, especialmente aqueles com quem manteve uma ligação afectiva mais próxima. Quem sabe no decorrer da conversa não se proporciona a marcação de um jantar ou de uma viagem inesperada?


• Se alguma parte da sua rede de amigos se encontra indisponível por motivos profissionais ou de residência, não desanime! Procure então privilegiar (e distinguir) as relações mais próximas (com amigos cuja companhia prezamos independentemente de uma situação de interesse comum) e não tanto as relações casuais ou de circunstância (cuja companhia apreciamos dependendo da situação em que estamos).


• É daquelas pessoas que tem sincera vontade de se reunir com o círculo de amigos mas simplesmente não consegue gerir o seu tempo de forma a encontrar um espaço para esse fim? Uma boa sugestão é a de aproveitar os intervalos de almoço ou os horários pós-laborais para pôr em dia a sua rede de contactos. Combine um café ao final do dia, um almoço semanal, uma reunião em sua casa ou um programa cultural em companhia de um amigo.


• Outra solução será compartilhar alguns dos seus momentos de lazer (como a pratica de exercício físico) com os seus amigos mais próximos. Porque não convencer a sua melhor amiga a ir ao seu ginásio? Ou combinar uma partida de ténis com um amigo que aprecie essa actividade? Porque não constituir um grupo de jogging entre amigos? Ou combinar assistir a um DVD em casas de amigos alternadas? Ou até um jantar mensal em que cada um executa a sua especialidade culinária?


• Faça um planeamento antecipado do seu fim-de-semana, de forma a gerir melhor o tempo e agendar deliciosos momentos junto dos seus amigos.


• Há quanto tempo não se reúne com os seus amigos de liceu? Ou com aquele grupo da faculdade? Que tal um evento informal com os seus colegas de trabalho? Não espere para ser convidado! Empenhe-se na organização destes pequenos eventos pois, como sempre, o que mais custa é o primeiro passo.


• Como também a família faz parte do nosso nicho de amizade, já pensou em organizar uma reunião familiar onde estejam presentes o maior número de elementos possível? E porque não tentar que haja uma data fixa para que esses encontros ocorram?

Carregadores Solares!


E nós sempre tão atrasadinhos... Com tanta variedade de carregadores solares e por aqui nada... aliás vendem-se apenas na vodafone (mas só vêm com o adaptor para o telemóvel), de resto que seja do meu conhecimento... só na net!

Para os menos informados os carregadores solares não são para carregar o telemóvel ao sol (como tenho ouvido muita gente dizer). Os carregadores solares carregam um x de horas ao sol e depois são utilizados indoors ou onde seja para carregar mp3, câmaras digitais, gps, telemóveis, etc etc site português:

O freeloader encontra-se à venda no gedgets.pt uk: outras variedades www.solio.com



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

É a vez do maracujá!


Na onda dos produtos naturais, encontramos o maracujá! Conhecido pelo seu efeito calmante, é, sobretudo, utilizado na alimentação e na fisioterapia contra o stress, nervosismo e a insônia. Mas, devido às suas propriedades adstringentes e cicatrizantes, e ao seu perfume delicioso, a fruta entra no rol dos cosméticos naturebas. O extracto de maracujá nutre e aumenta a sedosidade das áreas asperas e ressecadas, deixando a pele com um toque suave e aveludado. Pensando nisso, a Impala Cosméticos amplia sua linha de Cuidados com as Mãos e Pés com o lançamento do Creme Protetor para Pés e Pernas à base de extrato de maracujá e cânfora. O produto possui ação hidratante que protege a pele da perda de umidade natural e proporciona maciez e revitalização. A cânfora é responsável pelo frescor e relaxamento, proporcionando a agradável sensação de conforto e bem estar. O creme pode ser encontrado em duas embalagens: bisnaga (100g), que pode ser guardada na necessaire, garantindo proteção diária dos pés e pernas; e em pote(230g), ideal para o uso profissional. O maracujá não é novidade na linha mãos e pés da Impala. O Gel Esfoliante para Pés e Pernas também possui extrato de maracujá, que nutre e proporciona um toque seco e, ao mesmo tempo, aveludado para a pele. As partículas esfoliantes do produto eliminam as células mortas e outras impurezas da pele. Também na onda natureba da linha, o Creme Protetor para Mãos Impala possui ação intensiva com óleo de amêndoas e vitamina E. O equilíbrio entre o óleo e a vitamina E hidrata, suaviza e restaura as áreas ressecadas evitando a perda de umidade natural da pele. A suave fragrância proporciona uma gostosa sensação desodorante, conferindo frescor e suavidade às mãos.