Quando li as velhas cartas de amor que escrevi percebi uma coisa terrível: são todas tão tristes. Sempre tão sérias, tentam descrever com precisão o amor que sentia, como que a tentar convencer alguém da veracidade desse sentimento, quase a tentar vende-lo.Provas de amor? O amor precisa de provas além daquelas contidas em sorrisos e lágrimas? Já não fica explícito na cara dos apaixonados tudo aquilo que sentem? Foi quando li umas velhas cartas de amor que me dei conta de quanto tempo se perde a tentar entender ou explicar aquilo que sentimos. A gente só não tenta entender o que é bem simples: o amor é para simplesmente se viver!!!
"Descobri o segredo da vida: esta vida só serve para gente viver..." - sábias palavras do velho Bob.
Lamentável é alguém ter que escrever num pedaço de papel aquilo que quer dizer mas não pode, ou pode mas não tem coragem... Hoje queria baixar um decreto contra essas verdadeiras lamurias. Abaixo a toda e qualquer tentativa de definir o amor sentido. Vamos é deleitar-nos a escrever coisas idiotas e versos em rima. Vamos pintar em papéis coloridos e perfumados. Vamos desenhar girafas, flores, luas, corações, tocadores de concertina, balões, gente a flutuar no céu, palhaços...
Hoje quero apenas escrever cartas de amor que me façam sorrir, pois assim sei que é isso que farei surgir no rosto de quem hei-de amar, sorrisos.
P.S.: Mas vez por outra ainda escreverei tristes cartas de amor; pois o amor também é tristeza, mas quando a passamos para o papel, tornam-se beleza e ensinamento.
Sem comentários:
Enviar um comentário