terça-feira, 22 de setembro de 2009

Começou no passado dia 16 e termina hoje, dia 22 (Dia Europeu sem Carros) mais uma Semana Europeia da Mobilidade, iniciativa destinada a chamar a atenção e a promover a mobilidade sustentável, os transportes públicos, os modos de deslocação suaves (com destaque para o ciclismo e o pedestre), com vista a combater a proliferação do automóvel nas estradas, o desperdício e dependência energéticos e as emissões de gases com efeito estufa e devolver melhor ambiente aos nossos espaços urbanos.

Para assinalar esta iniciativa, nos dias 16 e 22 de Setembro todos os cidadãos poderam viajar gratuitamente nos suburbanos de Lisboa e do Porto da CP, na Transtejo, na Soflusa, na Carris, na STCP, no Metropolitano de Lisboa e no Metropolitano do Porto.

É uma semana simbólica e de grande interesse pela reflexão que se faz em torno da mobilidade, mas é necessário que as decisões tomadas por cada um de nós, pelas autarquias e pelo Governo tenham uma maior abrangência temporal, e que de facto contribuam a curto, médio e longo prazo para os objectivos últimos da Semana Europeia da Mobilidade: o combate à poluição gerada pelo tráfego motorizado no ambiente urbano.

Este ano, o tema da Semana Europeia da Mobilidade é dedicado à Melhoria do Ambiente na Cidade.

A população ainda depende, excessivamente, do uso do carro, movido a combustíveis fósseis, resultando na maior fonte de emissões de dióxido de carbono que afectam o ambiente das nossas urbes. As cidades sofrem com o tráfego, gerador de poluição atmosférica e sonora, e causador da sinistralidade nas estradas, do seu congestionamento e da falta de espaço público. Embora estejamos a convergir para veículos mais “limpos” e eficientes do ponto de vista energético, para o uso de combustíveis alternativos e de sistemas de transporte inteligentes, tal facto, apesar de promissor, não é solução por si só, se constatarmos que, de ano para ano, tanto a população quanto o número de automóveis não deixam de aumentar.

Mas para que isso seja possível, tem que haver uma rede de transportes públicos eficiente, senão tudo continua mais na mesma .

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