terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Vem aí o dia dos NAMORADOS...


Dia dos Namorados - Dia de S. Valentim


No Dia de São Valentim – cujo nome se deve a um bispo da Roma Antiga, que acabou decapitado por realizar casamentos à revelia do imperador – celebra-se exactamente o quê?


O dia 14 de Fevereiro está a converter-se numa enorme dor de cabeça para quem navega em meias águas e se fica pela filosofia «nim» (nem não, nem sim).


Se o António «der umas voltas», leia-se «linguados, abraços e amassos» com a Maria, tal quer dizer que tem uma ligação com ela?

Se a Ana «curtiu», entenda-se «foi para a cama» algumas vezes com o João, seu amigo da turma, devem trocar prendas entre si?


A socióloga americana Kathleen Bogle, da universidade de Filadélfia, tirou a questão a limpo junto da população estudantil e concluiu que estamos a assistir à emergência da «cultura hookup». Como? «To hook up» significa ligar, engatar.


«To be hooked up» equivale a estar agarrado ou pendurado, em algo ou alguém [quem não se lembra do temerário Capitão Hook (Gancho)]? «To hook up» - agarrar, caçar, engatar - resulta do instinto predador que habita cada humano (não é por acaso que as profissionais do sexo foram apelidadas de «hookers»).


Os resultados de estudos na área dos relacionamentos, sexo e namoro sugerem que 75% dos estudantes do ensino secundário andam uns com os outros, sem que tal seja encarado como compromisso ou namoro.


Mais: esta tendência de encontros casuais – que podem ou não resultar em algo mais sério - prolonga-se até aos trinta anos, dando depois lugar a ligações mais tradicionais (sair com = ter uma relação de compromisso).


Se o seu caso se enquadra neste cenário – a tal «cultura hookup» - o que fazer no Dia dos Namorados (sem correr o risco de ser socialmente incompetente, inoportuno(a) e com isso candidatar-se a ter a cabeça a prémio)?


Que dizer ainda dos que não fazem parte desta onda, embora não se encaixam no molde de namorados? A ideia de cumprir o ritual (trocar menagens, telefonemas, jantar, copos, corpos e prendas) provoca indiferença, sentimento de frete e até calafrios ou, pelo contrário, acalenta esperanças e desperta sentidos?


Nesta imensa minoria incluem-se os casados (quantos deles esquecidos dessa prática lúdica e experimental de conhecimento mútuo a que se convencionou chamar namoro), os amigos coloridos, os amantes provisórios, os parceiros de ciber ou phone sex (com ou sem webcam) e os recém-divorciados que ainda não abdicaram do desporto favorito entre lençóis (agora às escondidas).

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