Cientistas descobriram que a vitamina D pode fazer muito mais do que formar e manter os ossos fortes. Segundo uma nova pesquisa, a vitamina D pode prevenir diabetes, inibem o crescimento das células responsáveis pelo cancro da mama e nas crianças podem reduzir o risco de desenvolver esclerose múltipla mais tarde. Além disso, a vitamina foi associada a uma maior força muscular em raparigas adolescentes. Com todos estes benefícios adicionais, parece que é hora de assimilar em alguns D!De acordo com investigadores da Universidade Loyola de Chicago e a Escola de Enfermagem Marcella Niehoff, ao receber a dose recomendada de vitamina D pode-se reduzir o risco de desenvolver diabetes e pode-se prevenir complicações para aqueles que já foram diagnosticados com a doença. No estudo, as pesquisas analisaram 3000 pessoas com diabetes tipo 1 e diagnosticaram um menor risco da doença nas pessoas que tomaram suplementos de vitamina D.
Num outro estudo, um investigador da New Jersey Medical School descobriu que a vitamina D pode estimular uma proteína no organismo, que por sua vez, pode reduzir o risco do crescimento das células do cancro da mama. E este não é o primeiro estudo a verificar a ligação da vitamina D com a redução do risco do cancro da mama. Estudos prévios demostraram que a vitamina D estava associada a um melhor diagnóstico de pacientes com cancro da mama.
Entretanto, investigadores da Universidade de Oxford e da Universidade de British Columbia associaram a vitamina D com uma variante genética que influencia o desenvolvimento da esclerose múltipla (EM), uma doença neurológica que resulta na perda das bainhas de mielina que protegem as fibras nervosas no cérebro e na medula espinhal. As conclusões revelam que a deficiência em vitamina D durante a gravidez e infância pode aumentar o risco de desenvolvimento de MS ao longo da vida.
Finalmente, um outro conjunto de pesquisas do Reino Unido acrescentam benefícios à lista da vitamina D. Os cientistas da Universidade de Manchester descobriram que raparigas com idades compreendidas entre os 12 e 14 anos, com níveis elevados de vitamina D, foram capazes de saltar mais alto e mais rápido, com mais força e vigor. De acordo com os investigadores, com este acréscimo de vantagem muscular, a vitamina D está a tornar-se num super nutriente!
Infelizmente, encontrar o valor recomendado de vitamina D não é fácil. "Não existem muitas fontes naturais de alimentos", diz Katherine Zeratsky, uma nutricionista da Clínica Mayo. Peixes como o salmão e o atum, associados com os produtos lácteos como o queijo contêm um pouco da vitamina, mas principalmente nós recebemos mais através de alimentos fortificados como leite, cereais, sumo de laranja, iogurte e margarina. "Nós também obtemos vitamina D do sol", diz Zeratsky. Mas, com quantidades limitadas de fontes naturais de alimentos e com a ameaça do cancro de pele, através da exposição prolongada aos raios UV (os protectores solares limitam a quantidade de vitamina D que o corpo pode absorver), muitas pessoas não estão a receber vitamina D suficiente.
Mas qual será a dose de vitamina D recomendada?
Segundo a Zeratsky, a dosagem é controversa. A recomendação actual do Instituto de Medicina é de 200 unidades internacionais (UI) para adultos e 400 UI para as crianças, mas alguns nutricionistas acreditam que os adultos poderiam beneficiar mais do que os recomendados 200 IUs.
Muitas pessoas sofrem de deficiência subclínica, ou seja, não existem sintomas óbvios que indiquem uma quantidade insuficiente da vitamina. Então, para ter certeza que está a receber o suficiente a Dra. Zeratsky recomenda tomar um multivitamínico, especialmente as pessoas que vivem em climas nebulosos ou aqueles que religiosamente usam protector solar. "Precisamos de mais investigações para decidir qual é realmente o melhor nível de vitamina D, mas, regra geral, um multivitamínico é uma boa opção como uma rede de segurança para além das fontes alimentares", diz Zeratsky.
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